Hipertensão Arterial Sistêmica

O que é Hipertensão Arterial Sistêmica ?

A hipertensão ocorre quando os níveis de pressão arterial encontram-se acima dos valores de referência
para a população em geral. Embora o valor normalmente admitido seja de 120x80mmHg, considera-se
alteração da pressão apenas quando os valores forem superiores a 135x85mmHg. Qualquer
indivíduo pode apresentar, esporadicamente níveis de pressão arterial maiores do que 140x90mmHg
sem que seja considerado hipertenso (ex: atividade física, estresse emocional). Apenas a manutenção de
níveis permanentemente elevados, em múltiplas medições, em diferentes horários e condições
(repouso, sentado ou deitado) caracteriza a hipertensão.


Como é verificada a Pressão Arterial ?

A medida da pressão arterial deve ser feita por profissionais experientes, com aparelhos confiáveis e com o paciente sentado ou deitado, em repouso. Somente com medições confiáveis e em 2 ou mais ocasiões pode-se diagnosticar a doença. Normalmente a pressão é medida em milímetros de mercúrio pelo profissional de saúde e em centímetros de mercúrio pelo leigo. Assim, quando se ouve dizer que a pressão normal é doze por oito, isso equivale a 120 x 80mmHg.


Quais são os sintomas da Hipertensão Arterial ?

A hipertensão arterial é considerada uma doença silenciosa, pois na maioria dos casos não são observados quaisquer sintomas no paciente. Quando estes ocorrem, são vagos e comuns a outras doenças, tais como dor de cabeça, tonteira, cansaço, enjôos, falta de ar e sangramentos nasais. Esta falta de sintomas pode fazer com que o paciente esqueça de tomar o seu remédio ou até mesmo questione a sua necessidade, o que leva a grande número de complicações.


Quais são as complicações da Hipertensão ?

O aumento contínuo da pressão arterial faz com que ocorram danos as artérias de diversas partes do organismo vivo. A Hipertensão Arterial é um fator de risco para aterosclerose; como qualquer artéria do corpo pode ser obstruída pela aterosclerose, virtualmente todos os órgãos podem sofrer alterações decorrentes da hipertensão, sendo freqüentes:

·   no coração - o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), a miocardiopatia e a insuficiência cardíaca.
·   no cérebro - o Acidente vascular cerebral (AVC).
·   nos rins - insuficiência renal.
·   nos olhos - diminuição da visão e problemas na retina


O que causa a Hipertensão Arterial ?

Na grande maioria dos casos a Hipertensão Arterial é considerada essencial, isto é, ela é uma doença por si mesma. Em 95% dos casos a causa da doença é desconhecida. Nesses pacientes ocorre aumento da rigidez das paredes arteriais, fato que é favorecido pela herança genética em 70% dos casos. Por essa razão é preciso verificar o histórico familiar do paciente, uma vez que, se seus pais ou parentes próximos são hipertensos, ele tem grandes probabilidades de desenvolver a doença. Devem ser descartadas outras doenças que causam a hipertensão arterial apenas como um sintoma, uma vez que sendo tratada a causa básica registra-se naturalmente a melhora da hipertensão.

 

Hipertensão Arterial tem cura ?

Não há cura para a hipertensão arterial, porém, com o controle rigoroso da pressão, os riscos de complicações são reduzidos de maneira importante. O tratamento é feito para que se reduza ao máximo os danos às artérias do organismo.
Como fazer para tratar da Hipertensão Arterial ?
Primeiro de tudo, é importante fazer acompanhamento médico regular, para ter certeza de que as medidas adotadas estão surtindo efeito favorável no controle da pressão. Para o tratamento há medidas não-farmacológicas e o uso de medicamentos:

 

Medidas não-farmacológicas incluem:

·   Moderação da ingestão de sal e álcool

·   Aumento na ingestão de alimentos ricos em potássio

·   Prática regular de atividade física

·   Administração do estresse

·   Manutenção do peso ideal

·   Minimizar o uso de medicamentos que possam elevar a pressão arterial, como anti-inflamatórios e anticoncepcionais orais

 

O uso de medicamentos deve obedecer às seguintes regras:

·   Usar os remédios sempre na dose e nos intervalos prescritos pelo médico; isso é essencial para o controle adequado do tratamento.

·   Não deixar de tomar os medicamentos sob nenhuma hipótese (ex: ingestão de bebidas alcoólicas, uso de outros medicamentos, etc). Em caso de qualquer dúvida, pergunte ao seu médico.

·   Adquirir nas farmácias sempre o medicamento prescrito pelo médico; em caso de medicamento genérico, observar se na embalagem do medicamento há a inscrição MEDICAMENTO GENÉRICO ao lado de uma grande letra G, ambos escritos em uma tarja amarela. Os medicamentos ditos similares podem até ser mais baratos mas não têm eficácia comprovada...

 

Qualquer alteração ou aparecimento de novo sintoma deve ser comunicado ao médico o mais rápido possível, pois tais sintomas, mesmo que raramente isso ocorra, podem ser devidos ao uso de algum medicamento (ex: tosse, inchaço em pés e pernas, sonolência, etc).