Medicina Integral

     Há muitos anos atrás, quando ainda não tínhamos a tecnologia
médica tão desenvolvida como hoje, os médicos atuavam
profissionalmente de uma maneira diferente. O contato
médico-paciente era muito maior, pois o diagnóstico somente
poderia ser dado se esse contato fosse realmente grande,
já que não se dispunha de muitos outros métodos
complementares de diagnósticos. História (ANAMNESE) e exame
clínico muitas vezes representavam todas as possibilidades do
arsenal propedêutico destes médicos.

       

      A Medicina evoluiu. Surgiram exames de imagem capazes de detectar tumores menores que a cabeça de um alfinete, testes sorológicos capazes de detectar doenças décadas antes delas se manifestarem e muitas outras maravilhas que possibilitaram o aumento da expectativa de vida dos seres humanos.

      

       Porém, esse avanço trouxe consigo um problema... os médicos aos poucos foram se acostumando a cada vez ouvir menos seus pacientes e muitos já não tiveram boa formação na "arte do exame clínico" (SEMIOLOGIA). O resultado disso é o que vemos atualmente... exames custosos sendo realizados sem propósito, diagnósticos feitos somente após muito sacrifício do paciente e a relação médico-paciente cada vez mais distante.

     

      A MEDICINA INTEGRAL é o que há de mais eficaz em nosso meio. É a forma de alinhar uma boa formação médica com os métodos modernos de diagnóstico que dispomos hoje. É um meio de se chegar ao diagnóstico e, conseqüentemente, ao tratamento correto das doenças que tanto incomodam aos pacientes, de uma maneira menos sacrificante, menos dispendiosa e mais rápida. Para isso é preciso ouvir ao paciente, proceder com um exame físico bem feito e ter uma boa formação...