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Novembro azul: se cuidar é atitude de homem !

November 9, 2017

A iniciativa que partiu de um grupo de amigos reunidos em um pub, na Austrália - empreender uma campanha contra o câncer de próstata -, se espalhou pelo mundo e vem ajudando, em muito, a população masculina. Assim surgiu o Movember, junção entre os termos mustache (bigode, em inglês) e november, que chegou ao Brasil como Novembro Azul, no fim dos anos 2000. 

Aqui, a campanha começou a ganhar notoriedade por meio de instituições privadas e públicas comprometidas em realizar ações que objetivam informar e conscientizar a população sobre a importância dos cuidados com a saúde do homem e com a detecção precoce da doença - o câncer mais comum e a segunda maior causa de morte por câncer entre eles. Justificativas para o movimento não faltam, como exemplifica o ocorrido com o ator norte-americano Ben Stiller. Acostumado a realizar o rastreamento, os famosos exames PSA e de toque retal, o comediante recebeu o diagnóstico, aos 47 anos, e pôde se tratar a tempo de evitar o pior. “Fazer o teste PSA salvou minha vida. Literalmente”, disse ele aos quatro ventos numa tentativa de mostrar ao mundo a importância dos testes que têm sido alvo de polêmica entre entidades que propõem sua dispensa como ação de política pública de saúde e as que, ao contrário, defendem a indicação. 

No Brasil, é o segundo tipo de câncer mais frequente em homens, após os tumores de pele. A doença pode demorar a se manifestar, exigindo exames constantes para não ser descoberta em estágio avançado e potencialmente fatal. Acontece quando as células deste órgão começaram a se multiplicar de forma desordenada.

A opinião de quem já passou e superou a doença tem razão de ser: segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 1,2 milhão de novos casos de câncer de próstata ocorrem anualmente no mundo, gerando a expectativa de mais de 335 mil óbitos no mesmo período (segundo dados de 2013, que revelam aumento em relação a 2012 de 9,7% e 9,2%, respectivamente). No Brasil, a estimativa é chegar ao fim de 2017 com 61,2 mil casos novos e cerca de 13.772 óbitos, o que significa que é o segundo tumor que mais mata os homens no país, perdendo apenas para o câncer de pulmão. 

A boa notícia é que a população está, sim, mais informada e consciente, muito em função da campanha Novembro Azul, que prevê ações durante todo o mês e em especial no dia 17, data marco para o combate à doença. Para este ano, inúmeras atividades serão realizadas numa tentativa de diminuir as estatísticas. Uma delas é a distribuição da cartilha Câncer de próstata: precisamos falar sobre isso, desenvolvida pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA). Outra notícia positiva vem da inovação tecnológica que traz novos recursos em diagnósticos e em alternativas menos invasivas para o tratamento da doença, inclusive com o auxílio da robótica nas cirurgias. 

 

Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Fatores de risco incluem histórico familiar de câncer de próstata, raça negra e obesidade.

 

A única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico). Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Urologia

 

 

 

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